Cabelos brancos: redescobrindo a cor natural (Parte II)

Assumir os cabelos brancos naturais: mais que uma escolha estética, um ato de coragem, diante dos “nãos” que a sociedade impõe a quem decide ir alem dos padrões. Na primeira parte desse post, contamos as histórias de Silvia Del Rey e Manoela Franco, mulheres maravilhosas e Descabeladas que encararam a jornada dos brancos - e se apaixonaram pelo resultado! Agora, conheça as narrativas de Ju Leite e Janaina Teixeira e inspire-se!


Ju Leite


Como era a sua relação com os cabelos brancos antes de assumi-los?

O lado materno da minha família tem essa genética dos cabelos brancos precoces, e a minha mãe sempre teve cabelos totalmente brancos desde que me entendo por gente. Naquele tempo, era ainda mais tabu mulheres assumirem e ela chamava muito a atenção dos olhares e críticas. Hoje a enxergo como uma desbravadora, à frente de sua época. Essa referência com certeza é algo que me fortalece hoje, mas o fato é que comecei tingindo os primeiros fios brancos por volta dos 20 anos sem realmente me dar conta, e não me enxergava grisalha de maneira alguma. Tingir era uma mistura de experimentar algo novo (em casa mesmo, com henna) com um ritual que se estabeleceria por um longo tempo, vindo a se tornar a “fuga dos brancos”, na medida que meus fios brancos aumentavam gradualmente, sem eu me dar conta da sua real extensão. Então, pintá-los passou a ser parte da minha rotina. Algumas fases com mais afinco, com tonalizante, mensalmente, outras cobrindo mais casualmente com henna. Eu achava interessante aquele efeito misturado de “luzes naturais que dava quando começava a desbotar, mas era o máximo em que eu chegava.


Quando deu na telha deixar os brancos naturais?

Eu fui ficando curiosa para ver como seriam meus cabelos naturais, mas só resolvi assumir com o empurrãozinho da gravidez, aos 35 anos. Fiquei muito focada na saúde daquela vida que estava gerando, e aí a cabeça dá uma reviravolta. Desde então não pintei mais, de nenhuma forma. Uns meses depois que minha filha nasceu, eu fiz um corte mais curto e fiquei 100% natural.


Quais foram os maiores desafios e ganhos?

A transição é sem dúvida um grande desafio. A raiz se revelando é bem desconfortável e foi quando eu passei a me enxergar e me mostrar pro mundo grisalha. Algumas pessoas se assustam, outras me conhecem a fundo e reconhecem esse traço familiar. Algo bem difícil também é a autoimagem à qual eu estava acostumada, volta e meia eu me surpreendia com meus cabelos brancos tomando conta. É um processo mental trabalhoso. Passar por esse processo na gravidez e no puerpério, períodos de alta sensibilidade e transformações hormonais, foi um desafio a mais! Me ajudou muito seguir perfis de mulheres jovens grisalhas. A falta de referência no dia a dia nos deixa meio ilhadas nesse processo.

O maior ganho é, sem dúvida, o exercício da liberdade. De quebra, a gente se desamarra da obrigação de pintar e fortalece essa possibilidade pra outras mulheres que passam pela mesma situação (o que talvez seja o impacto mais importante). Venho recebendo alguns feedbacks muito legais de mulheres que me assistem cantar sobre suas transições para os grisalhos. Da mesma forma como eu também me nutro de exemplos de outras mulheres. Essa rede de fortalecimento é sem dúvidas muito importante. 


Como é sua rotina de cuidados hoje?

Minha rotina são os cuidados básicos com os cachos que eu sempre tive, em usar produtos que ajudam na definição, mas nada que tomasse muito tempo.  Com os cabelos grisalhos senti uma demanda maior em hidratar, e aí foi quando procurei Ed, que me deu boas dicas de produtos. O difusor também é ótimo pra dar aquela segurada nos cachos em ocasiões especiais. 


O que os cabelos brancos ensinaram a você?

Me ensinaram a me aceitar do jeito que sou, e isso traz muita força. A questionar os padrões impostos, a ressignificar a passagem do tempo. Mulheres grisalhas são lindas! Pra mim, é importante vivenciar e admirar meus brancos hoje, foi um chamado natural e eu desejo seguir em plena liberdade das minhas escolhas, sejam quais forem!


Janaina Teixeira


Como era a sua relação com os cabelos brancos antes de assumi-los?

Minha avó assumiu os brancos beeeeeeem idosa. E ficou super lindo! Chama atenção onde ela anda. Mas eu nem imaginava assumir os brancos. Achava que era para idosas, para depois dos 70. 

Comecei a ter cabelo branco com 23/24 anos. Sempre que via, arrancava. Mas lá para os 28/29 tive que começar a pensar no que fazer. Queria luzes para disfarçar e não ter que ficar pintando de tempos em tempos, mas nunca quis ser loira. E ficava na angústia de ver todo mundo que começava a fazer luzes ficando loira. Perguntava nos salões em que eu frequentava e todos diziam que é o destino de todo mundo que começa a fazer luzes... Até que vi uma amiga com umas luzes mais castanhas e amei! Aí ela falou de Ed. Não demorou muito e fui ao Descabelado, onde comecei a fazer luzes com ele. 

Na época eu alisava e Ed começou a falar comigo sobre sermos perfeitas como somos. Depois de uns 3 anos, resolvi cortar a parte alisada e assumir os cachos. Hoje não me imagino mais alisada... é engraçado isso. 

Lembro que depois de um tempo assumindo os cachos, Ed começou a falar em assumir os brancos. Eu sempre respondia que “isso, nuuuunca!”. Achava que ia me envelhecer, que eu não iria gostar, que era desleixo, que prejudica a imagem pessoal. Olha eu aqui mordendo minha língua de novo (risos).  Graças a Ed, que plantou a sementinha sempre que eu ia - e vou - ao Descabelado. 


Quando deu na telha deixar os brancos naturais?

Eu nunca gostei de ter que retocar raiz de 20/20 ou 30/30 dias. E isso porque eu ficava adiando e ficava com a raiz branca por um tempo. Ficava horrível! Aí sim, parecia descuido e desleixo, passava uma imagem pessoal ruim. Já estava incomodada com isso e pensando beeeem longe em assumir. Nada muito sério. 

Aí minha melhor amiga e parceira descobriu um câncer de mama em setembro. Depois de passado o choque desse diagnóstico, começamos a estudar sobre o que usamos/consumimos que é cancerígeno e chegamos em produtos como desodorante e vários produtos cosméticos, até mesmo o batom que muitas usam todos os dias. 

Comecei a procurar consumir produtos o mais naturais, dentro do possível... maquiagens orgânicas, desodorantes sem alumínio, alimentação mais saudável e orgânica. Comecei também a questionar alguns padrões e valores da nossa sociedade, e a vontade de assumir os brancos, que já estava presente foi crescendo. Fui pedindo a ajuda de Ed e estou nesse caminho... 


Quais foram os maiores desafios e ganhos?

O maior desafio que enfrento dessa transição é o fato de as pessoas próximas (mãe, cunhada, irmãos) acharem um absurdo. Ficam sempre perguntando quando vou pintar.

Outro desafio é a ansiedade que a transição termine logo. Isso de esperar o cabelo crescer... Não tenho coragem de cortar curto. Aí fica uma parte pintada e a raiz natural. Mas é o preço que se paga para ser mais livre... 

Ainda estou no processo. Mas só de não tá tendo que pintar todo mês, já estou gostando. 


Como é sua rotina de cuidados hoje?

Nesse processo, tenho usado um spray da Phyto (RE30) para cabelos grisalhos, uma vez ao dia. E faço um detox do couro cabeludo, também da Phyto, 1x semana. Imagino que, após terminar a transição, vá usar mais produtos específicos. 


O que os cabelos brancos ensinaram a você?

A me aceitar exatamente como sou. Isso é libertador. Tem me dado leveza no viver. E Que continuo linda mesmo com os fios brancos na cabeça. Que a beleza dos grisalhos não é exclusiva dos homens como muita gente pensa e eu também pensava. Inclusive acho que, quando a transição estiver completa, meu cabelo será mais bonito do que com as luzes que eu fazia! Ansiosa para ver como ficará.


Histórias inspiradoras, né? Se você também tem vontade de entender melhor como funciona uma transição para os cabelos brancos, agende uma consultoria de cuidados conosco. Será um prazer conversar e orientar você nesse momento tão especial.


Texto: Vanessa Ventura


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